Verso clásico Verso libre Prosa poética Relato
Perfil Mis poemas Mis comentarios Mis favoritos
Cerrar sesión

encontrados: 23, tiempo total: 0.003 segundos rss2

El maestro

No soy tu enemigo

No vengo a amargarte el tiempo
ni a castigarte por lo que no has hecho

Quiero enseñarte el mundo
a través de los verbos o de los números

Me gusta que tengas dudas
que pienses más en lo que enseño
y menos en retenerlo

Quiero que sepas
que la magia puede estar en un lapicero,
que tú mismo formas parte
de la historia y del universo,
que los libros son una ventana,
que tienes un camino abierto,
que la paz no es solo un gesto,
que las aulas no son solo
cuatro paredes con gente dentro,
sino que en cada vida
cabe una sonrisa, un abrazo, un mundo nuevo

Te pediré que sientas la poesía
como eres capaz de oír el silencio

Te guiaré para que bailes con los números
como lo haces cuando estás contento

Te explicaré las cosechas, el cambio climático,
el secreto de las células,
el milagro del crecimiento

Lo que no puedo interpretar son tus sueños
porque esos son libres como el viento

Descarga tu energía en el deporte,
en conseguir nuevos retos,
no te enfrentes violento con nadie
porque perderán tu respeto

Con los idiomas haz un esfuerzo,
agradecerás más adelante
poder entenderte sin miedo

Estos son mis consejos.
Si los sigues o no,
dependerá de ti
y de si estás atento
a tu propio sentimiento.

Yo solo soy un humilde maestro.
leer más   
9
1comentarios 132 lecturas versolibre karma: 28

Vocación

No, no tengo vocación.
No soñaba desde pequeña con dar clase a los niñxs, no entro a una clase y sé que es mi lugar, no me imagino todos los días explicando algo. Todos estos años me han repetido lo de "si no tienes vocación no vas a ser un buen maestrx" y me he sentido mal por no sentirla.

Sin embargo, si me gusta ayudar a los niñxs, me encanta saber y aprender como puedo hacerlo, me gustaría poder darles herramientas para poder derribar los muros que los oprimen. Hoy me he alegrado de no tener vocación.

No, no tengo vocación para enjaular a los niños/as en un aula. No, no tengo vocación para hacerles recitar listas interminables. No tengo vocación para la escuela tal y como la conozco.
leer más   
3
2comentarios 229 lecturas prosapoetica karma: 28

Ius Gestium

A puntas de lengua escribir
la sed del mundo
el troquel subterráneo
para limpiar hasta donde dé la mano
o para enseñar hasta donde dé la cabeza.
15
4comentarios 157 lecturas versolibre karma: 106

O labirinto do caos e da agonia da razão. (Ensayo)

O labirinto do caos e da agonia da razão.

Tudo isso existiu e, depois, deixou de existir, sem que seja motivo de vergonha nem de ofensa para ninguém.
Não projectemos as nossas concepções e avaliações modernas sobre os tempos idos, e sobre as pessoas que neles viveram,
porque o anacronismo é o maior pecado que se pode fazer quando se lida com o passado…
as expressões de nossos pensamentos são condicionadas e limitadas pelos vocábulos existentes em nosso idioma.

Só que hoje parece que entrámos num mundo surrealista, onde os responsáveis fazem as declarações mais inacreditáveis,
com ligeireza e insensatez que tocam as raias da loucura.
Quando acontecer, já a mortandade e o terror deixaram de ser notícia, e o mundo, dessensibilizado, terá adquirido outros hábitos para poder viver com o problema que, como doença, se fez crónico.

Desse modo, surge uma nova concepção de sujeito, resultando em identidades contraditórias, inacabadas e fragmentadas.
Torna-se perigoso quando não se é entendido no assunto. Ainda assim, há quem não esteja completamente convencido.
Quando desperta, não se recorda de nada do que aconteceu durante seu sono.
Mas é fácil contestar esse tipo de afirmação, uma vez que apenas o convívio não é capaz de formar seres conscientes de seus atos, nem capacita-os para desenvolver o pensamento crítico que os levaria a agirem de acordo com uma compreensão mais profunda sobre a vida… com a formação do homem como um ser completo, não apenas detentor de conhecimento,
uma vez que o homem não é apenas um ser racional, mas um ser que sente, que tem vontades,
e principalmente capaz de transcender a si mesmo.

São essas e outras coisas datadas que lhe dão a profundidade da memória e uma identidade no decurso do tempo.
Cada ser humano escreve a história de sua vida nas páginas mentais, isto é, nas células do cérebro.
Quando dizeis que vos lembrais de alguma coisa, o que quereis significar é que estais voltando a uma página anterior
de vossa própria história, que vós mesmos escrevestes.

Da mesma forma, se o mundo e tudo que existe é necessário, não há lugar para uma vontade livre,
uma vontade não condicionada.
Qualquer vontade é determinada por fatores conhecidos ou desconhecidos, que por sua vez, são determinados por outros fatores, até que em determinado ponto da seqüência a vontade (ou a mente) não tenha mais controle sobre estes fatores.
Desta forma, a vontade é determinada em última instância por fatores que desconhecemos e sobre os quais não temos controle.

Os homens, sujeitos às paixões e iras, são inimigos uns dos outros por sua própria natureza. Para lá das nossas emoções e da nossa parcialidade, gostemos ou não do que essas coisas representam, não podemos esquecer que elas fazem parte da nossa história. Portanto, devemos deixar a arrogância de lado e nos contentarmos com o fato de que não somos tão especiais e racionais quanto pensávamos.
Somos apenas primatas bípedes em um planeta que já existia antes de nós, e que, provavelmente, continuará existindo quando nos extinguirmos como espécie… mundo é sempre uma intermediação entre o que existe e nossa percepção;
não existindo uma realidade absoluta. Portanto, a prática de nomear, cuja talagarça é a gramática, não passa da criação de um sistema de categorias para formar os conceitos pelos quais o homem toma os nomes que coloca nas coisas como entes em si mesmos.

Embora a palavra inventada consista apenas numa metáfora, ela se converte num conceito universal e geral de uma experiência singular, e absolutamente particular que o intelecto sentiu numa lida ocasional com o real.
O mundo verdadeiro não serve mais para nada, pois se atingiu o que se buscava determinar ao longo dos séculos de processo metafísico. Temos aí a requisição que promove o surgimento de um discurso acerca da causalidade.
Em meio ao vir-a-ser do fenômeno nos sentimos tocados pela requisição do fundamento de sua determinação ontológica.

Educar para a vida e para a formação completa de um indivíduo é algo impensável nos dias atuais…
ela está assentada na ficção do sujeito que tiraniza a existência por forçar o real a se ajustar às suas idealizações racionais.
A grande maioria dos educadores estão aprisionados em seus hábitos pedagógicos, talvez por comodismo, ou mesmo por estarem tão enraizados em suas ações que se tornaram incapazes de perceberem que para educar um aluno, é preciso estar constantemente educando a si mesmo.

Essa educação de si mesmo compreende a sua formação integral, não bastando apenas o conhecimento intelectual das coisas, mas a compreensão do seu ser enquanto sujeito social e espiritual.
Este algo criado são as interpretações metafísicas, científicas e morais do mundo, da existência e das circunstâncias nas quais um determinado tipo de vida está necessariamente lançado.

Se por um lado amarga-se a falta de segurança e dos pontos de referência, por outro, aumentam os espaços limpos para novas construções. Esta é uma nova maneira de pensar a vivência, como uma conduta criadora. O caminho não existe. Por conseguinte, faz-se necessário construí-lo, e isso é responsabilidade de cada um. A criação é uma atividade a partir da qual se produz constantemente a vida que, por sua vez, está em devir.


Autor: Joel Fortunato Reyes Pérez.
(Tanto del texto como de la imagen)


Lea más: www.latino-poemas.net/modules/publisher/article.php?storyid=23295 © Latino-Poemas
leer más   
14
6comentarios 161 lecturas relato karma: 104

El Transpirar Espiral... (((Anticuento Fauvista)))

EL TRANSPIRAR ESPIRAL
((( Anticuento Fauvista )))

Pasó antes del purpurino entriangulado con un
sol seco arrepentido. Era una de esas noches
a quién no se puede ver a solas, sin experimentar
un placer entre los labios por las nubes humedecidos.
Con la resolución una vez tomada, y el disgusto sin
cesar golpeando. Las sombras meditabundas lejanas
permanecieron enarboladas...

Me levanté anaranjado con la palabra imaginando
cortar cuchillos y tijeras como un látigo silbante ;
multicolor palpitando, y escribiendo de la miel
con viejos grises del momento sano y en legítima
defensa, inerme, sin jactarse el gallo de la mañana.

___ ¿ Cómo me encontraba ?, La sombra verde del
árbol bajo la ventana vacilante preguntó.

___ ¡ No lo sé, aún no me encuentro... !.
Por lo demás___ ¿ Quién lo sabe, con el ruido de
las velas en su ardor frenético ?.

El silencio indiscreto corría entre las cortinas
al alcance de la mano más lejana. Brillante e
intensa en tanto extensa y volátil.
No todas las letras cumplieron su promesa ;
entrecortadas las palabras lloraban lento con
la amenaza espantosa del peor poema, por lo
que se despidieron más amarillas que de costumbre.

___ ¿ Es acaso posible ésto ?

El rincón involucrado con la esquina dijo :
La información tiene diferencias en términos
de asociación, no obstante el volumen obtenido.
Pues los colores coinciden con la misma forma...

Así que... ¡ Es tal y como lo oyes por el aluminio
de las pupilas y el aplomo de estas letras !.
¿ Quién ignora el papel inhibidor de la recaptación
entre las almas aprobadas por el cielo y negadas
por la tierra infame reverdeando obesa ?
___ ¡ Sí, aquélla que brota negra de sus hijos !.

La sorpresa se asoma de nuevo a la ventana vacía.
La noche dentro sin parar anuda pesadillas, y des-
nuda una carcomida bocina que cuelga del pasado,
sangrando sombras y tocando el timbre de un
panteón cercano al ayer perdido en la basura.

Y un milagro se multiplicó inmisericorde...
Por lo que de ahí en adelante, el aire se cubrió
de azúcar, transpiraba cada idea de miel violenta,
de textiles sentimientos fabricados con óleos,
y tratando con cuidado cualquier texto espiral,
que inquieto brotaba de la pluma, y de la tecla
entre digitálicos deseos de ser leído.

Transpiraba la tranquilidad desgajada, la paz
más endemoniadamente furibunda en azul,
y le acariciaba acentuación y ortografía, si
la pobre ortografía despreciada, ignorada,
la que indica la pulcra educación y memoria
del que escribe con esmero, con todo y su
tono azulverdoso; a pesar de que la sintaxis
daba vueltas al objetivo violeta del gusto
extraño, magenta, opacificado por el presente
turbio, remendado por monedas y fusiles.
Más aún, desviviéndose por embellecer alguna
enrojecida estrofa al deslucirse tímida.

En ciertas ocasiones dábale de comer en la
boca, desde el preámbulo pálido hasta el
dorado final, gota a gota, en espirales ligeras.
A medida que la trama avanzaba, los tonos
cambiaban del agudo al brillante, del grave
al cuantioso signo débil, desteñido, borrado.
Aunque el blancor del amor era frío ; los
sueños rosas tejían el rojo del aliento entre
los muslos y el cuello.
La frescura perlada era un misterio, a medida
que los sinsabores descoloridos aguardaban
bajo el techo, al esconderse sobre las sillas,
esperando palpar su ausencia en el hielo.

¡ Oh, maldita bendición del transpirar espiral !

Y vaya, vaya , que se puede hacer transparente
el rojo inocente de la sangre callada, al ser
derramada por el tiempo del olvido comprado,
y del silencio vendido en abonos forzados...

_____ El gris seco y polvoso cubre ya cada
amarillo arenoso del aplauso adorado_____

Por lo que aquí no hay ningún colorín colorado,
y todo sigue igual, gota a gota de espiral en espiral.

Autor : Joel Fortunato Reyes Pérez.
(Tanto del texto como de la imagen)


Toutes les droites appartiennent à son auteur Il a été publié sur e-Stories.org par la demande de Joel Fortunato Reyes Pérez.
Publié sur e-Stories.org sur 01.07.2014
leer más   
17
11comentarios 186 lecturas relato karma: 138

Las lunas del silencio

Te inundas sin prevención
del insondable misterio
de tantas calladas lunas,
traicionadas y apagadas
por ese diálogo mudo,
sordo y ciego de palabras
que se quedaron sin voz
y murieron asfixiadas
por un arrogante orgullo,
que disfraza su dolor.

Sin margen para el perdón,
sin aire, sin luz, sin tiempo.

Un silencio de distante
y correcta educación,
que abre una brecha insalvable;
nicho mortecino y gélido
que acoge a este amor agónico,
devastado en sus cimientos,
recortado en sus posibles.

Desierta quedó la piel
y furtiva tu mirada.
Ya no entiendes qué pasó,
mientras no pasaba nada.



Publicado en la Asociación Solidaria Cinco Palabras:
cincopalabras.com/2018/12/30/escribe-tu-relato-de-enero-i-wided-boucha
17
16comentarios 299 lecturas versoclasico karma: 109

La (otra) llamada de África

Tierras infinitas, sabana africana latiendo a nuestros pies embrujándonos con sus sonidos, sus acacias y su vida salvaje. Exuberante explosión de la naturaleza, paraíso donde impera la ley del más fuerte; donde la lucha por sobrevivir se cebará con el más débil.
Un simple trozo de pan y unos niños junto al camino gritan con alegría: ¡Asante…!
Familia, medicinas, acceso a una educación en igualdad; todo eso les falta, pero se muestran agradecidos.
Mientras tanto, la vida en Tanzania ruje bajo las ruedas del jeep de un safari turístico. Y agazapados tras disparos fotográficos, el afligido recuerdo se repetirá: ¡Asante…!




ASANTE (Derivado del Kiswahili asante, que significa GRACIAS)

Publicado en la Asociación Solidaria Cinco Palabras:
cincopalabras.com/2019/06/02/escribe-tu-relato-del-mes-de-junio-i-con-
22
17comentarios 339 lecturas relato karma: 84

La mujer siempre lleva la culpa

Los hombres somos como mascotas
cachorros de perro a los que hay que entrenar.
Por eso la mujer siempre lleva la culpa...
porque —bien sea la madre o la esposa—
ella es la que como un dios
termina dándole la forma
al barro del hombre.-


@ChaneGarcia
...
8
1comentarios 80 lecturas versolibre karma: 88

Adios, Isla de Elba

Te digo adiós, pero dentro de mi te llevo.
Me voy con la belleza de todos tus paisajes,
tus augustas ciudades y pueblos enclavados
sobre majestuosas montañas;
el azul y transparencia del agua de tus playas,
La amabilidad, gentileza y sonrisa de tu gente.
Te digo adiós y me voy agradecido
de conocer tu tierra, origen y riquezas;
de que hayan visto mis ojos los lugares,
testigos de que en ti se albergó NAPOLEÓN BONAPARTE.
Y todo lo que hizo que te ha hecho famosa.
En mi patria te estudiaré a fondo.
Y será pronto, porque ya regreso a ella...
¡Adiós Elba!

Autor: Saltamontes/ Pedro M. Calzada Ajete (10/09/2019) 19.30 H.
leer más   
14
17comentarios 166 lecturas prosapoetica karma: 98

Educación

Estoy hasta los mismísimos
de la gente
que no puede controlar
sus emociones
y te habla sin pensar previamente
qué decir y cómo decirlo,
así, por impulso,
sin tener en cuenta que es a otra
persona a la que se habla.

Y ahí estáis vosotros:
manojo de nervios escupiendo fuego.
Y después vienen las
justificaciones absurdas:
que si soy así de seca
que si soy así de borde
que si soy así de nervioso.

Que soy así
que soy así
y bla
bla
bla.

Yo también soy así de todo
y a mí nunca me faltan las buenas palabras.
Porque hablar bien
no cuesta una mierda.


(De "La luz y la tinta",
Ediciones Vitruvio 2019).
leer más   
12
7comentarios 238 lecturas versolibre karma: 106

Educación

“Donde hay educación no hay distinción de clases”.
Confucio


El hombre que se muestra con respeto
lleva a gala el civismo y su cultura,
magisterio que cala con hondura
en los modos de aquel que ya es discreto.

No revelo con esto ni un secreto,
que aquel que persevera y que perdura
en la grosera y clasista impostura
es un completo zafio analfabeto.

Es cuestión de gentil comportamiento,
el trato a cada cual con cortesía,
con tacto y rigurosa corrección.

No basta con tener conocimiento,
mil estudios y gran sabiduría,
la clase cierta está en la educación.
leer más   
20
6comentarios 248 lecturas versoclasico karma: 113

Espeluznante Durante

Todos se reían de él. No tenía amigos, y a excepción de Clara, su hermana melliza, y Elvira, una amiga de esta, todos le llamaban Espeluznante Durante burlándose del muchacho. Eduardo Durante, que así se llamaba el chico, tenía tan solo doce años cuando empezó todo. Dos años recibiendo burlas en el colegio por su aspecto. Incluso algunos chicos le pegaban y lo humillaban por diversión. Ninguna chica quería acercarse a Eduardo. Ningún chico tampoco. Algunos lo hacían por miedo a convertirse en el nuevo objetivo de los matones, pero la mayoría, se dejaban llevar por la fanática caza al rival más débil.
Taciturno y abatido, se encerraba en su cuarto después de clase escondiendo las heridas de otro día en el infierno. Pero para el adolescente, las heridas más dolorosas eran las que llevaba por dentro, y su cuerpo, ya no tenía espacio para más cicatrices.
Durante, iba apuntando mentalmente todas las ofensas. Los opresores, los indiferentes, los temerosos, y así, día tras día soportaba los temores cotidianos con estoica sed de venganza.

Esto se produjo un día cualquiera, durante en último curso de instituto. Eduardo tenía quince años, y en su mochila ya pesaban demasiado tres años de insultos, amenazas y golpes.
Nadie sabe como empezó todo, ni siquiera como ese al que todos llamaban Espeluznante Durante, pudo hacerse con ese Kalashnikov y un buen surtido de cargadores.
Eduardo esperó a que todos entraran en clase. Roberto, uno de los chicos que aterrorizaba diariamente al muchacho no tuvo tiempo a insultarlo al verlo, pues cayó fulminado con el pecho lleno de plomo.
El pánico se apoderó del instituto. Durante disparaba, recargaba, disparaba, y volvía a recargar con gesto impasible, con la mirada nublada por la ira y la venganza. Sabía muy bien a quienes quería eliminar. Avanzaba clase por clase, ejecutando a sus objetivos. Luego, dejaba salir a los demás que corrían aterrorizados hacia el exterior. La última clase era la de Clara y Elvira. La suya propia. Allí, Javier, Laura, Iván, y Richard cayeron fulminados sin tiempo a pedir perdón, pues Eduardo ya los había condenado. «Nos veremos en el Infierno, y allí seré yo quien os joda por toda la eternidad», fue lo último que escucharon antes de morir.
Todos salieron corriendo cuando Eduardo ordenó a todo el mundo que saliera de allí y lo dejaran solo. Tan solo Clara y Elvira desobedecieron. El muchacho lloraba desconsolado, y su hermana y su amiga lo abrazaron. Los tres lloraban. Así estuvieron un buen rato. Nadie dijo nada.
Clara y Elvira acompañaron a Eduardo a la salida. Lo habían convencido para que se entregara a las autoridades. Este accedió. Una vez fuera, la policía le dio el alto. Las chicas avanzaron pensando que Eduardo las seguía, pero este se había parado.

-¡Tira el arma!- gritó uno de los policías.

Los agentes sacaron a las muchachas de la zona caliente. Clara lloraba, pues sabía lo que ocurriría a continuación.
Eduardo llevaba una pistola escondida. Esta, no la había utilizado, pues no era para matar a quienes le habían hecho insoportable estos últimos tres años. La había reservado para él. Durante sacó la pistola haciendo caso omiso a los agentes, que continuaban pidiéndole que dejase el arma y se arrojase al suelo. El muchacho se metió el cañón en la boca y apretó el gatillo sin dudarlo ni un segundo. «Por fin soy libre», sonrió. Este fue su último pensamiento antes de ser devorado por la oscuridad eterna.
Dieciocho víctimas se llevó Eduardo tras de sí. Ocho chicos, siete chicas y tres profesores. Todos ellos fueron descubiertos en una libreta que Eduardo guardaba escrupulosamente en un rincón de su habitación. Allí, el muchacho, apuntaba detalladamente todas las ofensas de sus futuras víctimas, justificando el porqué merecían ese dramático final. La investigación se llevó con el máximo secretismo que el mediático acontecimiento pudo permitir.

Esta historia no es más que una historia. Ficción, por suerte. Sin embargo, por desgracia, casos similares en diversas partes del mundo se han dado, llegando a estos excepcionales y dramáticos extremos. Por otra parte, muchos niños y niñas, jóvenes y no tan jóvenes, sufren diariamente acoso en sus centros de estudio o trabajo, en las calles de su ciudad o de su pueblo, haciendo mella diariamente en su cuerpo y espíritu.
Actuemos contra el acoso, sea escolar, laboral o en cualquiera de sus formas desde la raíz. Denunciemos a los acosadores, enfrentémonos a ellos con valentía.
Todo empieza con la educación desde los colegios. Para que nadie más se convierta en Espeluznante Durante:

¡¡¡Stop Bullying!!!
leer más   
3
4comentarios 108 lecturas relato karma: 43

Saltamontes y yo

A esta hora del día mi saltamontes y yo
No tenemos ganas de discutir con nadie.
Apreciamos el silencio o el simple ulular
Disfrutamos mover antenas y mecernos en hamacas,
Agradecemos y promovemos "NO MOLESTAR".
Compartimos las plantas, compartimos los hábitats

Somos solitarios
Pues abandonamos nuestros enjambres y nuestras sociedades
Indomables, como potros salvajes
Pertenecientes a nada, bajo el yugo de nadie.

Asqueados de tantas calumnias
Hartos de escuchar ilógicas conjeturas,
Buscadores excesivos de verdaderas pruebas de valentía.
Emigrar si no se sabe es lo más fácil de alcanzar
Sólo hay que coger sus cosas y terminarse de largar,
Sugestionar y manipular ya no servirá
Para quienes no nos dejamos subestimar.

Muchísimo es lo que sufrimos
Cuando vemos caer en trampas a individuos
De atarse emocionalmente al caos,
Pero sufrimos aún más cuando somos maltratados
Al tratar de aconsejarlos.
La individualidad y el egoísmo prevalecerán
En este mundo lleno de crueldad.
4
2comentarios 107 lecturas versolibre karma: 43

Soldado vencido

Un rayo de luz destella
en los ojos viendo la impureza
que ira despierta,
un manojo de soldados
viviendo en calles, aceras,
puertos y condados,
reduciendo a ese guerrero
por un enemigo que se llama estado.
El letargo de la mente
es sentirse un delincuente,
¿para sacar a ese guerrero entero
debes de ser un balacero, fumartelo entero,
y dejando a un lado ese corazon sincero?
Esa mente de lucero
mucha ira en la sangre
pero de inteligencia cero.
Pero la vida es clara
y aunque cara
imposible no es
solo debes de caer
aprender, levantarte
asi siempre debes de hacer.
Por que en un pais
donde un estado
ya maltratado por la corrupcion,
ellos aun no han entendido
que la solucion es la educacion.
Con un pais educado
ya no mas seriamos
pisoteados por la corrupcion,
ve lee un libro
y aportale tu nacion.
leer más   
6
sin comentarios 57 lecturas versolibre karma: 70

En pie de guerra

Voy a cerrar los ojos
y cuando los abra se acabará la pesadilla,
desaparecerán los fantasmas,
no existirá el fracaso...

Despertaré en un mundo sin barrotes
a la entrada del colegio,
sin trabajos absurdos,
sin pobres en las escaleras...

Empezará a tener sentido todo lo que leo,
no cargaré cuadernos vacíos a la espalda
y llenaré de cuentos mis estanterías
para terminar mi proyecto de astronauta.

Llegaré tan alto como las estrellas
y aprenderé de ellas los misterios de la ciencia.
O la filosofía de los sueños, las biología de los recuerdos
y el por qué de las cosas más pequeñas...

Seré lo que yo quiera
sin que otros pinten su meta en mi camino.
Y reiré como nunca,
jugando a ser poeta.

Voy a cerrar los ojos
y cuando los abra
todos los niños del mundo
recuperaremos la fuerza;

que se preparen las escuelas,
estoy cansado de estudiar a ciegas.
2
sin comentarios 68 lecturas versolibre karma: 26

¿Tú quién eres?

Despierta
abre los ojos
no son tus ideas
no son tus gustos
no son tus deseos
no son tus lugares
2
sin comentarios 51 lecturas versolibre karma: 15

Empoderar

Tú me preguntas si mis palabras empoderarán al respetable. Y yo qué sé qué necesita oír la peña para atreverse a vivir sin complejos! Yo no atesoro respuestas a nada que les preocupe. Mi vida no es ejemplo para nadie y sólo la tenue fibra de cuanto escribo me separa del desastre. Qué podría yo enseñarle a un semejante como no sea a caer de bruces sobre el asfalto húmedo de la mañana? A rodar cuesta abajo por la pendiente de los días tras sufrir un tropezón estrafalario? A perderlo todo por mi propia inoperancia, porque nunca me importo de verás el oropel o las condecoraciones? Hemos demolido la educación que se despertaba con nosotros cada mañana para ceder el espacio a las fake news y al bramido gutural que nos exige guerra. Viajamos subidos a la desconfianza porque cada vecino es una oportunidad de morir reventados por un fan de las huríes. Exiliamos tras alambre de púas al niño que velaba la inocencia y a cambio hoy el espejo nos devuelve la imagen de un bobo caducado. Yo soy incapaz de empoderar a quien se ha jubilado de la vida, por miedo o por pereza.
4
sin comentarios 36 lecturas prosapoetica karma: 40

Guardián del conocimiento

Maestro y sabio legendario de Egipto,
me refiero al gran Hermes Trismegisto,
se dice que fue descendiente,
del mismísimo “Toth", ese dios Atlante,
conocido como “El tres veces grande”.

Aunque no sepamos mucho de su obra,
los textos herméticos estuvieron de “moda”,
ahí están recogidos todos sus escritos,
aunque a día de hoy sea un espejismo.

Lo dio todo por el conocimiento,
sin él no hubiera existido el renacimiento,
pues uno de los grandes genios, como Copérnico,
encontraron su influencia en él, y no fue el único,
leed el libro “el universo prohibido”,
y sabréis a qué me refiero.

Mezclaba textos filosóficos y cosmológicos,
pero también mágicos y alquímicos,
personalmente me rindo a su mente,
si es un mito o fue un ser real,
es una historia aparte,
pero “El Kybalion” ahí está,
con los 7 principios fundamentales,
sinceramente, espero leer y conocer más de él,
antes de que llegue el día de mi partida
leer más   
3
sin comentarios 58 lecturas versoclasico karma: 32
« anterior12